Direto da Costa Rica

Acabo de regressar de mais uma jornada pela América Latina, dessa vez para angaria mais países para o Projeto Software Público Internacional e aproveitando a parada para participar da Conferência do dotLRN que aconteceu por lá. Uma jornada rápida e muito cansativa, pois desde que cheguei foi trabalho atrás de trabalho, mas ao mesmo tempo muito surpreendente e gratificante.

Sem dúvida a maior surpresa que tive foi com o país. A Costa Rica é um país incrivelmente bonito e desenvolvido. É claro, até pelo proximidade, seria impossível fugir de uma forte influência norte-americana, tanto na economia quanto na política. Contudo, pela postura que o país sempre teve perante a comunidade internacional, não fiquei com a sensação de um país subserviente, ao contrário, de um país muito amigo e mediador. Aliás, como a reunião que eu teria na Sexta durou menos do que eu esperava, pude fazer uma visitação ao centro histórica da capital, San José, onde também tive um contato com a história do país.

Eles tiveram quase o mesmo ciclo de colonização que o Brasil, com os engenhos de cana e a fase do extrativismo, com a diferença de que não era um país tão rico naturalmente. mas a sua localização privilegiada fez com que se tornasse um grande entreposto comercial, e se encontra por lá até hoje produtos de toda a América Latina: tequila e comida mexicana em geral, charutos cubanos, roupas de fripo peruanas, artesanatos e pedras da Guatemala, carros e ônibus do Brasil, enfim, coisas de todos os lugares.

Mas o que mais me encantou mesmo foi a beleza natural. A Costa Rica é um país surpreendentemente lindo! Não pude conhecer as praias, mas obtive ótimas referências e, como todos os outros países da América Central, pode-se tomar banho no Atlântico ou no Pacífico. Lamento profundamente não ter sido possível conhecer também alguns dos vulcões que estão ativos por lá, pois deve ser uma exeperiência incrível, mas de todos os lugares é possível ver um vulcão ou uma montanha no horizonte.

O povo também adora os brasileiros, e têm uma imagem muito bonita do Brasil. Um taxista chegou a me perguntar se existiam problemas no Brasil, pois era um país bonito, de gente interessante, economia forte e em crescimento acelerado. Confesso que a pergunta me fez refletir um pouco se estamos sendo muito duros ou não com o nosso país, mas é claro que tentei explicar a ele que temos muitos problemas também. Violência, pobreza, desemprego, enfim, tudo o que o nosso país tem de ruim me veio à çabeça na hora. Como vamos sediar Olimpíadas e o Mundial em pouco tempo, o taxista me disse que ninguém segura o Brasil. Mesmo tendo uma opinião um pouco diferente, principalmente no que diz respeito às Olimpíadas, me senti um pouco desconfortável com a afirmação dele, mas sem dúvida me fez pensar.

Em relação ao trabalho, a reunião com as prefeituras, governo e empresas realizada pelo PNUD acabou sendo um grande sucesso. Muitos questionamentos e muitas possiblidades interessantes para o futuro estão sendo desenhadas,e vai depender de nossa capacidade de articulação colher bons frutos dessa parceria. A Conferência da comunidade me impressionou muito principalmente pela estrutura da Universidade ITEC da Costa Rica. Aliás, a estrutura universitária é incrivelmente bem organizada. Talvez o trabalho seja facilitado pelo fato de serem poucoas, algo  como quatro ou cinco. De acordo com Francisco Mata, que trabalha na UNA, a Costa Rica é o maior exportador de software da América Latina. Não sei se é verdade, mas até mesmo em terceirização de call center para empresas americanas eles atuam, principalmente na área de suporte à microinformática.

Enfim, país acolhedor, gente muito boa, boas possibilidades de trabalho. A viagem teria sido perfeita, não fosse os problemas com a TAM que até postei no meu twitter que podem ver aí ao lado. A sensção que fica é aquela de quero mais, quando provamos algo bem gostoso e não conseguimos comer quanto como gostaríamos. Costa Rica, dentro do meu livro de viagens para o futuro com a família.

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Eduardo Santos

Mestre em Computação Aplicada pela Universidade de Brasília (UnB), Tecnologista na Agência Espacial Brasileira, professor do Uniceub e cientista de dados (data scientist).

There are 2 comments. Add yours

  1. 10th November 2009 | Dario says:
    Hola Eduardo, hemos visto que en la conferencia de Brasil sobre Open ACS hiciste una presentacion sobre Open ACS en cluster. http://www.facebook.com/home.php?filter=app_2361831622#/photo.php?pid=677484&id=1499749857 Nosotros tenemos un cluster de Open ACS. Existen algunos problemas con los site-nodes no se ven desde el resto de los nodos hasta que reincias los AolServers. Hemos desarrollado una utilidad de sincronizacion para resolver este problema. Hay pocos sistemas de Open ACs en cluster, nos gustaria saber si vosotros habeis resuelto este problema de alguna manera. Saludos desde España (Valencia)
  2. 10th November 2009 | Eduardo Santos says:
    Hola Dario, Si, yo sé que no hay muchos Clusters de OpenACS en el mundo, y tuvimos que hacer muchas investigaciones hasta encontrar una configuración mejor. Ustedes pueden ver la presentación que yo hice en la página Palestras arriba o en la dirección http://www.softwarepublico.gov.br/dotlrn/file-storage/download/Cluster-OpenACS-Encontro-2009.pdf?file%5fid=16159682 Yo no tuve eso problema, tuve otros, como el registro de nuevos usuarios. Hay un service-contract que se llama cuando adicionas un usuario al sistema, que normalmente es executado después de la creación del usuario. En eso service-contract, hay un error porque el cache del servidor, aún que el usuario ya esté en la base de datos, no lo encuentras. Me parece que hay un tipo de bug en el sistema de cache del AOLServer. Cual és la versión que ustedes están utilizando? Seria el caso para crear un tópico en el fórum de la comunidad, para podermos hablar mejor? Gracias por la visitación, y lo siento por el portuñol.

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