A revolução já começou. De que lado você está?

Bandeira do Anonymous

WE ARE ANONYMOUS

WE ARE LEGION

WE DO NOT FORGIVE

WE DO NOT FORGET

EXPECT US

Eu comecei a escrever o post há algum tempo, mas ainda não tinha conseguido terminá-lo por total e absoluta falta de tempo. Contudo, decidi terminá-lo assim mesmo, já que o assunto é da maior importância. Comentei no ano passado que a guerra havia começado, e as notícias dos últimos dias deixaram bem claro onde vão ocorrer os próximos movimentos. Para começar dê uma lida aqui no Post do Marco Gomes e leia as referências indicadas por ele para se informar sobre o assunto.

Comecemos pela fantástica prisão do fundador do Megaupload, que tem a história digna de um filme de Hollywood (irônico não?). Obrigado ao amigo César Cardoso por ter compartilhado a notícia no facebook. Aparentemente o cara foi encontrado em sua mansão trancado num quarto de pânico com uma espingarda na mão. Atacar o Megaupload é quase uma missão pessoal para os envolvidos com a brigada “anti-pirataria”, pois já é o serviço de compartilhamento mais usado no mundo. Assino o serviço Premium do site há muitos anos e sou muito satisfeito, com a intenção de renovar sempre. Fazer da prisão um verdadeiro espetáculo  é algo que só poderia ter acontecido em se tratando de prisões realizadas com base na justiça americana.

Por trás da ação, como muita gente já disse, estava o fato de que o nosso amigo ia lançar um serviço de downloads que pagava aos músicos MUITO mais do que os atuais dominantes. Não sei se é verdade, mas não é importante também. A primeira estratégia para reprimir uma rebelião é prender seus líderes com o objetivo de intimidar os dissidentes. Um outro importante movimento foi realizado nos últimos dias, quando um dos líderes no Lulzsec dedurou seus companheiros para fugir da prisão. Coloquei um link da revista info de propósito. Repare que o título da reportagem envolve a palavra “comparsa”. Compare com essa análise da revista Wired. Tire suas próprias conclusões.

Quase ao mesmo tempo surgiram dois fatos importantes no Brasil: a tentativa de retomada do AI-5 Digital do Azeredo e  uma proposta maluca de lei anti-games. Também pipocaram aqui e ali notícias sobre o famigerado ACTA e patentes de software, que ainda vou abordar por aqui. Você acha que tudo isso foi coincidência? Você acha que eu sou maluco? Tudo bem, estou acostumado.

O fato cada vez mais claro é que vivemos uma guerra pela informação travada em várias frentes. Como em todo conflito, uma resistência, a princípio pequena, vai sendo formada. Os Anonymous (sim, sei que é anônimos) são a primeira frente de batalha na guerra. No primeiro dia após o fechamento do Megaupload eles publicaram uma lista na Internet com TODAS as músicas de TODOS os artistas da Sony. E não para por aí. Os “malucos” do The Pirate Bay criaram um sistema pelo qual o site pode ficar no ar em um avião (ou drone, como eu gosto de falar) controlado via rádio. Somado os links magnéticos, onde não há hospedagem de arquivos no servidor, é praticamente impossível derrubar o site. O Wikileaks poderia ter a mesma ideia.

A pergunta que as autoridades se fazem no momento é: quem são “eles”? Como prendê-los? Como pará-los? A grande questão é que podemos estar falando virtualmente de qualquer um. Eu poderia ser do grupo se tivesse competência técnica pra isso. Qual a forma de combater algo que não se pode identificar? A história já mostrou exemplos: a melhor tática é o FUD. Os grupos dominantes querem nos convencer que se trata de um grupo de pessoas com intenções ruins e que está errado ficar ao lado deles. Já falei aqui sobre a importância da desobediência civil, mas numa sociedade cada vez mais vigiada e controlada, que alternativa temos para nos proteger? Se o Google decidir compartilhar todos os seus dados com os parceiros comerciais, o que você pode fazer? É capaz até mesmo que ninguém fique sabendo.

Ao invés de assistirmos a história passar, precisamos nos tornar parte dela. Não precisa atacar ninguém, mas se você quiser colaborar com os Anonymous o melhor que pode fazer é resistir. Não compre CD’s de grandes gravadoras, não forneça seus dados aos grandes provedores, não permita que vigiem seu tráfego e, principalmente, utilize a informação a seu favor. Não seja mais um vendo a banda passar e esteja pronto para o momento em que a história passar ao seu lado.

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Eduardo Santos

Mestre em Computação Aplicada pela Universidade de Brasília (UnB), Tecnologista na Agência Espacial Brasileira, professor do Uniceub e cientista de dados (data scientist).

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